sábado, 13 de fevereiro de 2016

Um feriado, um beijo e um poema

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Dizem que curar um amor com outro é que nem enxugar o corpo com toalha molhada  no meu caso seria burrice cair em tanto drama de novo  mas desde que tropecei e te encontrei: te esbarro, te penso e te encontro.

Não espero que cê queira ficar, não vou enlouquecer; já vi gente perder a cabeça pelo primeiro beijo que não teve um segundo e mesmo que tenhamos tido um segundo e um terceiro, e mesmo que cê não fique, teu cheiro ficou e em mim ainda cê fica. Não perdi a cabeça e que fique assim, num beijo, num feriado e num poema: te gosto.

E te escrevo porque te gosto, só sei ser assim; escrevo até quando não quero, te escreveria mesmo que tivesse odiado o som da tua voz ou o modo como colocou a mão na minha cintura. Não é amor e nem espero que seja. Ando me curando e cê tem sido bom remédio.

Não precisa ser par, pegar minha mão e não soltar, não é necessário promessas, um futuro, ter juízo ou avisar sobre sua sexta à noite. Não precisa me mandar mensagens, mas eu espero por elas. Só quero que ainda cê me morda os lábios, divida teu copo comigo, passe minutos trocando teus gostos  tatuagens, livros e filmes  e que faça da tua alma pássaro que voa com a minha.

Te conheci há muito tempo, mas só agora minha alma viu a tua; onde te esbarrou, te pensou, te encontrou e: te gostou.


Angélica Maria

2 comentários:

  1. Olá, Angélica!
    Ainda que eu não tenho gostado dos "cê" (e entendo que é o seu gosto), gostei muito da sua escrita!
    É simples, doce e fácil de compreender. Este é o tipo de texto que a gente lê e não quer parar...
    Parabéns!

    Um beijo,
    Blog “A escrita e eu”

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    Respostas
    1. Eu gosto mesmo de utilizar "cê" e toda gíria que remeta ao mineirês haha Mas obrigada, fico feliz que tenha gostado. Volte sempre!

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